Cantor aponta julgamento que o ritmo sofre no Brasil, celebra parcerias internacionais e defende Luísa Sonza de ataques na web

Com mais de 1 bilhão de visualizações nos vídeos e músicas que ultrapassam as 500 milhões de execuções nas plataformas digitais, MC Zaac se tornou um dos grandes nomes do funk brasileiro. 

Em entrevista exclusiva, o cantor falou sobre o sucesso que o levou a fazer parcerias com grandes nomes nacionais e internacionais: "Nunca imaginei que uma música minha teria 500 milhões de visualizações. Minha intenção sempre foi tocar minhas músicas nos bailes. Foi tomando uma proporção muito grande". 

Zaac lançou, recentemente, o primeiro EP, chamado Linha de Frente, e prepara o álbum de estreia para o início de 2022. Ele garante que não tem limitações quantos aos gêneros musicais: "Um álbum de funk, mas brincando um pouco com o pop, que é um caminho que eu venho trilhando há um bom tempo".

Dono de uma lista de parcerias de peso, Zaac já trabalhou com Anitta em diversos hits como Vai MalandraBola Rebola, e Desce Pro Play. Além dela, o cantor já colaborou com Ivete Sangalo, em Não Pode Parar, Luísa Sonza, em Toma, e artistas internacionais como Tove Lo, J. Balvin e Tyga.

Ele conta que não tem vergonha de enviar mensagens diretamente aos artistas para sugerir parcerias: "Um sonho muito grande é fazer um som, mas um som bom, um som que hita de verdade, tanto aqui quanto lá fora, com o Bruno Mars. Ele é um cara muito versátil, ele faz tudo e fica tudo com a cara dele", diz Zaac, ao exibir uma tatuagem de Bruno Mars e Anderson Paak, que formam a dupla Silk Sonic.

Sucesso também nas redes sociais, Zaac ultrapassou a marca de 1 milhão de seguidores no Instagram. Ele fala sobre o lado negativo da internet ao citar os ataques de ódio sofridos por Luísa Sonza: "As pessoas falam muito de empatia e têm zero empatia, zero amor. A Luísa é uma artista incrível. Eu vi, presenciei o talento que ela é. Não merecia tudo isso. Acho que deveria ter uma punição mais séria para esse tipo de coisa. Isso pode matar".


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Entre os assuntos abordados, o cantor de Diadema, São Paulo, fala sobre o alcance internacional do funk e a discriminação que o ritmo sofre no Brasil: "O funk está muito grande e vai crescer mais ainda. Aos poucos, está se quebrando essa barreira do preconceito. O preconceito rola mais aqui no nosso país do que fora. Lá foram as pessoas amam e aqui muitas pessoas discriminam".