Equipe é dominada pelo Bahia e se livra da derrota graças ao goleiro Jailson


Se Abel Ferreira pretendia começar a usar o Brasileirão também para aprimorar o time do Palmeiras para a final da Libertadores, como disse após a derrota para o Red Bull Bragantino, no último sábado, a primeira amostra é um pouco preocupante.

No empate por 0 a 0 com o Bahia, na última terça-feira, em Salvador, o Verdão mais uma vez teve uma atuação muito ruim, como tem sido normal na competição nacional. Não perdeu graças ao goleiro Jailson, que salvou o time com grandes defesas.


Também é preciso ressaltar os vários desfalques que a equipe vem tendo (foram nove ausências contra o Bahia). Mas isso não justifica. Mesmo com menos problemas, o desempenho não era bom.

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O Palmeiras praticamente não atacou o Bahia. Houve um chute de Luiz Adriano no primeiro tempo e mais nada. Foi um grande vazio de ideias e de criatividade. Pouco dinâmico e sem qualquer inspiração, o time não levou qualquer perigo à segunda pior defesa do Campeonato Brasileiro.

E nesse caso não tem desculpa, já que todos os titulares e principais opções de Abel Ferreira estavam lá à disposição. Faltou jogar bem mesmo. Se é possível ver um lado bom, a defesa teve uma partida mais sólida do que vinha fazendo recentemente e voltou a não tomar gols.

Jailson brilhou com três grandes defesas, mas o setor no geral conseguiu segurar o Bahia e não deixou o adversário fazer uma enorme pressão, mesmo com um a menos nos últimos minutos - Wesley levou cartão vermelho no segundo tempo.

Ainda assim, o Palmeiras tem apresentado um futebol muito pobre para quem prometia brigar pelo título do Campeonato Brasileiro, como Abel Ferreira falou há algumas semanas.




O treinador, aliás, citou muito o cansaço do elenco para justificar a atuação fraca em Salvador. Vale ressaltar, entretanto, que o Bahia, que está na zona de rebaixamento, fez 60 jogos na temporada, dois a mais que o Palmeiras, e jogou muito melhor.


A real é que a situação da equipe no momento é preocupante. Pensando na final da Libertadores, o desempenho precisa melhorar muito na final de 27 de novembro, contra o Flamengo, em Montevidéu, no Uruguai.

Já no Brasileiro, o time pode perder a vaga no G-4 nesta quarta, para o Fortaleza. Se não tiver o título da Libertadores, só resta o Brasileirão para brigar por uma vaga no torneio continental de 2022. E só os quatro primeiros vão direto para a fase de grupos.

O problema maior é que o desempenho recente do Palmeiras não dá nenhuma esperança de que as coisas vão melhorar. Ainda tem muito tempo até a final e muitas rodadas até o fim do Brasileirão para isso ser revertido. Mas a necessidade de evolução é urgente.

A próxima partida é no domingo, no Allianz Parque, às 16h, contra o Internacional.