Bolsonaro fala da vacinação de crianças e lembra: ‘Pfizer não se responsabiliza por eventuais efeitos adversos’

Presidente afirmou que a imunização de crianças de 5 a 11 anos no Brasil não será obrigatória

Nesta quinta-feira (6), durante sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos de idade contra a Covid-19. De acordo com ele, a imunização não será obrigatória, e ninguém poderá impedir que as crianças sejam matriculadas em escolas.


A vacina anticovid da Pfizer que será aplicada em crianças será diferente da utilizada em adultos e adolescentes. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), menores de 12 anos deverão receber doses com apenas um terço da quantidade aplicada no restante do público.

Para isso, a Pfizer deverá produzir frascos diferentes para diferenciar os grupos, sendo usada a cor laranja para crianças e a roxa para adolescentes e adultos.


– A vacina [para crianças] será de forma não obrigatória. Então, ninguém é obrigado a vacinar o seu filho. Se não é obrigatória, nenhum prefeito ou governador, existem alguns aí com essa ideia, poderá impedir o garoto ou a garota de se matricular na escola por falta de vacina – apontou o presidente.


Bolsonaro também falou sobre alguns efeitos da vacina e lembrou que a Pfizer não se responsabiliza “por eventuais efeitos adversos”.


– O que vai ser falado, entre outras coisas: que o fabricante, no caso a Pfizer, não se responsabiliza por eventuais efeitos adversos da vacina. A Pfizer fez a vacina, e [ela] está aí sendo testada, como a própria Pfizer diz, que tem certos efeitos colaterais que vamos tomar conhecimento em 2023, 2024 e por aí afora – destacou.


Bolsonaro ainda disse que não pretende vacinar sua filha Laura.


– Eu adianto a minha posição: a minha filha de 11 anos não será vacinada. Se você quiser seguir o meu exemplo, tudo bem. Se não quer, tudo bem; [é] um direito seu – afirmou.