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Com o avanço dos dispositivos digitais e o uso intensivo de smartphones, a saúde mental das crianças e adolescentes foi diretamente afetada. A psicóloga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri, Ana Cláudia Favano, afirma que para conter o aumento da dependência digital e a exposição precoce às mídias, a educação midiática surge como uma solução urgente para proteger os jovens.
“A infância baseada no brincar foi substituída pela infância baseada no celular, o que causa atrasos no desenvolvimento emocional, cognitivo e cerebral. É papel da escola preparar os jovens para uma relação mais saudável e crítica com as mídias digitais. A educação midiática não pode ser ignorada. Precisamos ensinar nossas crianças a usarem a tecnologia com equilíbrio e discernimento. Muitas vezes, os algoritmos são projetados para estimular a dependência, mas com orientação adequada os jovens aprendem a navegar de maneira consciente, preservando o bem-estar emocional”, explica Ana Claudia.
O uso excessivo de dispositivos digitais, sem propósito definido, pode prejudicar o desenvolvimento emocional, cognitivo e cerebral, resultando em problemas como agressividade, desatenção, sonolência e sintomas de ansiedade. Favano reforça que a introdução de programas educacionais sobre ética digital e limites saudáveis no uso de dispositivos traz impactos positivos no ambiente escolar e familiar.
“Precisamos aliar o aprendizado tecnológico ao fortalecimento das habilidades socioemocionais, como a gestão das emoções e o autoconhecimento. Quando crianças e adolescentes entendem os riscos e aprendem a equilibrar a vida online e offline, conseguimos reduzir o estresse, a ansiedade e outras consequências preocupantes do uso descontrolado”, acrescenta.